Trem das Onze

Encontros e despedidas

Imagine a potência de uma música que fala de saudade, da ânsia por notícias e da possibilidade de reencontro, gerando, assim, interpretações em inúmeros contextos como exílio, migração e vida após a morte. Essa é a força de “Encontros e despedidas”, composta na década de 80 por Milton Nascimento e Fernando Brant, com destaque na interpretação mais recente feita pela brasileira Maria Rita nos anos 2000.

Os mesmos compositores também alcançaram reconhecimento mundial com “Travessia”. Inclusive, a música conquistou a segunda posição no Festival Internacional da Canção de 1967. No total, eles criaram juntos cerca de 200 canções, entre clássicos como “Paisagem na Janela”, “Canção da América”, “Maria, Maria” e “Nos Bailes da Vida”.

Milton Nascimento (1942) já gravou mais de 30 álbuns, recebeu 5 prêmios Grammy e realizou apresentações na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África. Ele estabeleceu parcerias com dezenas de artistas nacionais e internacionais, entre eles Maria Bethânia, Chico Buarque, Gal Costa, Gilberto Gil, Duran Duran, Paul Simon, Wayne Shorter e Peter Gabriel.

Fernando Brant (1946-2015), por sua vez, foi um dos maiores letristas do chamado “Clube da Esquina”, movimento gerado em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, por um grupo de amigos como os próprios Fernando e Milton, além de Lô Borges, Flavio Venturini, Beto Guedes e Tavinho Moura. A partir dos anos 80, Brant passou a presidir a União Brasileira de Compositores, atuando para defender os direitos autorais de músicos, e entre 2001 e 2014 foi colunista de cultura do jornal “Estado de Minas”.