Regra Três

Regra Três

A canção, composta em 1972, é fruto de uma das amizades e parcerias artísticas brasileiras com maior repercussão: a união entre Antônio Pecci Filho, o Toquinho (1946); e Vinícius de Moraes (1913-1980).

“Regra Três” nasceu como uma crítica de Toquinho à vida amorosa de Vinícius, conhecido por ser galanteador (no total, o músico se casou 9 vezes!), namorando duas ou três moças ao mesmo tempo, enquanto dizia que “era homem de uma mulher só”.

Os músicos são grandes destaques na cultura brasileira, e vale muito a pena conhecer mais sobre a história e a carreira deles.

Toquinho, chamado dessa forma carinhosa pela mãe desde quando era criança, gravou obras maravilhosas com nomes como Elis Regina, Chico Buarque, Jorge Bem Jor e Paulinho da Viola. Isso sem falar na parceria com os italianos Maurizio Fabrizio e Guido Moura, que originou a famosa “Aquarela”.

Porém, foi com Vinícius de Moraes que ele construiu a maior parte de seu repertório. Os dois fizeram juntos mais de 1000 apresentações, compuseram mais de 125 músicas e lançaram mais de 20 discos, como um LP com canções como “Regra Três” e ainda: “Tarde em Itapoã”, “Pela luz dos Olhos Seus”, “A Tonga da Mironga do Kabuletê” e “Para viver um grande amor”.

Quer mais? Eles idealizaram melodias para o público infantil que se tornaram grandes sucessos, como “O Pato”, “A Casa”, “A Porta” e “A Arca”.

Vinícius nos deixou em 1980, após construir uma trajetória brilhante como um dos fundadores do movimento Bossa Nova e um dos principais poetas do Modernismo – ele escreveu preciosidades como “Soneto da Fidelidade” e “Rosa de Hiroshima”, ficando conhecido como “Poetinha” (apelido, inclusive, concedido por Tom Jobim).  Além disso, o artista atuou como dramaturgo, sendo responsável pelas obras “Orfeu da Conceição”, “Cordélia e o Peregrino” e “Pobre Menina Rica”.